terça-feira, 27 de junho de 2006

A corda Oca que veio do vazio do pão de queijo

22 e 30 horas e o que me resta é um pão de queijo e um café.


Mas o café eu não quis com leite.

Marrom enjoou.

Quis preto e 'Puro', e
café com sensação de ver o fundo da xícara.


E ver a mão que a segura.

E o pão de queixo, inesperadamente, estava oco. OCO!!! Oco...
E dai? Nesse instante, enquanto finge que pensa, eu queimo sua lingua.
Ops, a minha...

Quase nada é o que parece.
Quase nada é o que se espera.
Pera não é uva. Uva não é pêra.
Mas faz salada mista...

Certas coisas são tênues, fragéis.
A corda mais forte tem a possibilidade de ruir e virar pó, com o tempo...
O pó que sobrou é somente pó. Aceite a condição.
Mas Então um vento assopra e devolve vida ao Pó.
Que ele vá, sem destino, viver outra história, ser outra coisa e não mais ser corda.
A-corda, Pô!

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