quarta-feira, 26 de julho de 2006

Palhaços no amanhecer carmim-magento, fugindo do rosa pálido

A escuridão aprisionante se foi.
Na verdade, sai dela sem querer.
Puro acaso.
Das promessas mal feitas, ou talvez esquecidas e mal cumpridas, o único murmúrio latejante agora se esvai.
“Ele te deixa, querida, se você não cuida dele”
Hahahaha. Bastou-me essa mentira.
Cuidei bem de ti, mas como esperar algo mais de quem tudo é apenas dor e sangue?Como esperar de quem não espera nada?
Nós nos machucamos, mas não, não vou mais carregar você.
Você veio para levantar os mortos ou para ter o seu perdão?
Pois perdoa a mim, se eu o desapontei.
Perdoe-me se deixei um gosto ruim na sua boca.
Mas entenda, apenas devolvi seu veneno.
Não caiu bem ao meu estômago.
Você trouxe vida e morte ao mesmo tempo.
Mas para que quero seu desespero?
A morte e o sufoco, te devolvo.
Não me agrada agora, baby.
Nunca me agradou, na verdade.
Estou ainda sem tempo para morrer.
Por que? Porque o tempo não existe, porque quero viver!
Mas você pode ir.
Enfim!
E obrigado pelas críticas construtivas. Tirei delas a sua estupidez amarga.

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Lembra do amanhecer cor-de-rosa?
Era rosa pálida, fria.
Ah, se soubesses como adoro minhas novas manhãs!
Magentas! Fumegantes! Com palhaços atordoados estalando feito estrela sem fim.
Não sei se mais belo foi a madrugada de sonhos de ontem ou se é a certeza do meu dia-a-dia de agora.
Venci a mim mesma, sem sequer procurar.
E sei bem que tu irás praguejar de que minha felicidade é ilusão passageira. Aliás, você não acredita em felicidade...
Mas ah, dias calmos como esses é que esperei. Que eu encontrasse outro alguém e, sem querer, juras de amor acontecessem, novamente. E espontaneamente.
E não me importa se forem eternas ou não.
Sei que agora, no íntimo, nesse momento, são reais.
Neste agora, os sonhos existem, estou pulando corda nas nuvens e sou feliz por poder ter sonhos.
Qualquer relação ou romance sem isso, perde a graça, meu ex amor.
Só tenho pena por você não acreditar, mas torço para que um dia você se salve!
Agora, voltei a ser eu. Agora, rio de você, rio de mim, do que fomos. Você se foi, enfim!
E não voltes mais!
Agora eu sorrio verdadeiramente para outro alguém.
E todos me verão sorrindo e indagarão:
-Quem te fez sorrir assim?
E eu direi: o deus que agora habita em mim, em meu coração!
Mas não conto de onde ele veio.
Porque bem sabem aqueles que sorriem sem contar seus motivos.
Pois um dia, bem longe de agora, se por ventura, entristecerem-se, terão motivos para sorrir gravados em sua memória!!!

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