sábado, 30 de agosto de 2008

À procura do Gato de Cheshire

“Bem, eu já vi algumas vezes um gato sem um sorriso (...), mas um sorriso sem um gato?! Esta é a coisa mais curiosa que já vi em toda a minha vida.” ( Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas).


“A Atividade científica e a busca pelo conhecimento são por demais complexas para serem definidas em sua essência. Lewis Carroll, em Alice no País das Maravilhas, nos apresenta o Gato de Cheshire, que era capaz de desaparecer, embora permanecesse o sorriso. Esta figura incômoda pode ser encarada, então, como a fórmula de acidente sem uma essência. Temos o acidente risonho, mas não temos uma essência que ri. Utilizo aqui esse exemplo para sugerir que a Ciência, em toda sua complexidade, jamais poderá ter uma “essência” definida. Tal como o universo físico no qual vivemos, também a busca pelo conhecimento está em expansão. Em um universo em construção, em um Cosmo inacabado, quase nada possui uma essência determinada. Assim também a epistemologia, incumbida de examinar a Ciência, deve se contentar em criar seus modelos com a certeza de que o máximo que conseguiremos é uma ampliação de nosso entendimento do que seja a ciência. Sugiro que devemos deixar de lado a busca de uma definição e de uma essência precisas. Que a verdade fique, como queria Popper, como um “ideal regulador””.


Coutinho, Francisco Ângelo. Conhecimento. In: MARTINS, R.P.; MARI, H. Universo do conhecimento. Belo Horizonte: Fale-UFMG, 2002.


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Não é todas as manhãs que acordo instigada com vontade de ler. O motivo de tal episódio (rs), porém, não é o mote para a análise momentânea, e sim seus efeitos (Já repararam como me interessa mais falar das implicações do que das causas?). Enfim, imbuída nos meus textos de epistemologia - e diga-se de passagem, meus prediletos - não é raro eu despertar meu espírito para a frenética busca de conhecimentos. Motivada, tanta coisa começa a juntar-se, (e isso é sinal para mim de que voltei a estar onde quero estar!), que gostaria de um dia falar de basicamente todo o caminho que percorri para estar alcançando meu objeto de estudo (a complexidade e o ser humano complexo). Por ora, contento-se em dizer que voltei a encontrar o fio da meada, através de alguns aspectos nunca dantes percebidos, sabidos...

Do entendimento de Thomas Kuhn e de outros filósofos da ciência e epistemólogos, jogarei luz em pontos obscuros, como o retorno do meu conhecimento à própria epistemologia, pois bem sei que ainda a conheço pouco, e a algumas leituras sobre o Gato de Cheshire, que eu ainda não tinha tido acesso, bem como releituras sobre o tema do acaso e a necessidade (Jacques Monod, etc) e da teoria quântica também( por isso o título À procura do gato, não de Schorödinger agora, mas de Cheshire!)


Uauuuu!!!


Fico toda prosa também, pois voltei, (naturalmente?), a me encontrar neste meu espaço, a escrever... ou deixar-me ser usada como instrumento para que as coisas sejam ditas e ouvidas por outrém! (Existe outrens?)


Bjos, mas dessa vez, só para os instigados!

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