Não encontraria, estando a caminho, os limites da alma aquele que percorresse todos os caminhos porque o sentido da alma é muito profundo."
(Heráclito de Eféso)
Observação inicial: Este texto que agora público foi escrito por mim em 2007... achei e fiquei surpresa com o que tinha escrito, nem lembrava mais.. fiz algumas alterações e agora quero deixá-lo aqui no meu blog!
Explorando as possibilidades... e pensando sobre o sentido da vida, penso que não existe um sentido único e exclusivo para cada pessoa em particular. Existe sim o único sentido, o sentido peculiar da própria vida, que é comum a todos. Esse sentido não é disponibilizado para o entendimento racional dos homens. "Eles não compreendem tanto antes quanto depois de ter ouvido o sentido". E saber desse sentido nem faz diferença, não muda a vida dos homens. Este sentido só faz sentido para a própria vida e não para os indivíduos enquanto existência particular, privada. Embora, faça sentido para os homens enquanto eles também são vida. Então encontrar esse sentido não é descobrir que ele existe e saber qual é. É condizer com ele ao longo do caminho. É aceitá-lo.
A vida é um. A Unidade de tudo que existe. A única coisa que verdadeiramente existe é vida, a unidade.
Assim, UM É TODO MUNDO E TODO MUNDO É UM.
E se só existe um, concordar com este sentido não é fechar-se para si, admitindo
um sentido particular de vida, só pra si.
A vida não existe para você. É você que existe para a vida, pois você, enquanto espécie, possibilita a manutenção da existência da vida. Ao morrer, você perderá apenas essa simbólica existência particular, essa vida que você chama de sua, para retornar à vida maior.
Então, condizer com o sentido é apenas entrar em harmonia com essa unidade.
Desaparecer para se confundir com todos. Deixar de ser quem você é para ser 'a vida' que é tudo e a única coisa verdadeira que as pessoas são.
Fará sentido, quando a parte (existência) se colocar no todo (vida).
Parte + todo = 1
Existência + vida = 1
- E isso não quer dizer que você não deva cuidar da sua vida particular... Quero dizer apenas para nós não esquecermos do sentido DA vida -
E ...
De acordo com esse raciocínio, expanda para aquilo que constitui o homem. Assim pude ampliar o que eu entendo por subjetividade. Na compreensão dialética de que os homens se constroem, vejo que cada pessoa é um reflexo de várias outras. Originais, porque cada reflexo vai ser diferente. Não há nenhum igual. Mas ao mesmo tempo, são todas iguais porque tudo seria um. Como se eu colocasse todas as pessoas dentro de uma caixa aberta (representando o mundo) e cada uma emitisse reflexos, ao mesmo tempo que todas, e assim, poderia afirmar-se que um é todo mundo, e todo mundo (tudo) é um.
Enfim, ainda preciso melhor lapidar essas idéias que me surgem como relâmpagos na minha mente... Mas de uma coisa tenho certeza... elas tem a ver como o modo de pensar complexo, com uma visão sistêmica da realidade!

2 Comentários:
Sil, passei por aqui para dizer que tens um prémio no meu Blog ! ;)
Bjinhos
Para mim, o Mito do significado da existência é a essencia do próprio caminho e construção subjetiva de nossas individualidades, é uma busca eterna, multipla e pessoal; quase um quebra cabeça infinito...Cada um tem o seu e aprende a apreender o mundo através dele de modo muito próprio. Adorei essa postagem!
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