quinta-feira, 12 de março de 2009

Meu fim

Não tenho medo da morte em si. Acredito no homem sem qualquer propósito além.
Descobri que o que me angustia mesmo é a possibilidade de eu ser totalmente igual as outras pessoas. Eu gosto de me sentir e ser vista como complexa. Isso sim seria meu aniquilamento, não me diferenciar. No fundo, dá no mesmo, tenho medo desse fim... Voltar ao universal e perder meu modo particular de ser!

7 Comentários:

Anônimo disse...

Me lembrou demais Fernando Pessoa.
Bem escrito, belas palavras, pensamentos poéticos, mas... está tudo bem?
Bjos

Aline Deaba disse...

Então, se você estudar os pensadores franceses contemporâneos, como Gilles Deleuze, Michel Serres, Felix Guattari, que defendem a inexistência do sujeito... Você colapsa, hehehe. =]

Nelida Capela disse...

A Confraria dos 50 publica Hábitos de Leitura, Hábitos de Leitor. Participe!

Lobo solitário e desdentado disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lobo solitário e desdentado disse...

Há uma relação profunda entre o seu brilho e quem o nota... se o brilho não for notado na escuridão, o que ele brilharia? Para que ele brilharia?

Anônimo disse...

Pois é Sil, acho que tenho o mesmo medo. Diria que é "medo de não me viver", de não ver realizada a história de mim mesmo, minha "autenticidade", meu projeto de ser (sim, estou sendo heiddegeriano). Toda minha vida é uma grande busca em direção da diferenciação, do viver próprio, original, único. Será que isto tem algo a ver com a individuação em Jung? A vida é um pisca-pisca, como dizia Monteiro Lobato, a gente acorda-dorme-acorda-dorme-acorda e um dia dorme e não acorda mais, e então continuo indo, indo, indo, e meu ser sempre se posterga, realizando-se!

Anônimo disse...

Sei lá... é tão "universal" esse desejo de ser complexo, particular...