"A morte como idéia de aniquilamento de si mesmo introduz a contradição, a desolação e o horror ao coração do sujeito, ser egocêntrico que é tudo para ele mesmo, mas que se sabe, ao mesmo tempo, um ser para a morte, ou seja, fadado ao nada; essa contradição entre o tudo e o nada se torna a fonte mais profunda da angústia humana: "Cada um carrega com a sua morte minúscula, um cataclisma de fim de mundo". Mas essa contradição torna-se, ao mesmo tempo, a fonte mais profunda da mitologia humana e suscitará aos exorcismos mágicos, religiosos, filosóficos, contra a morte. Ritos, funerais, enterros, cremações, embalsamentos, cultos, túmulos, rezas, religiões, salvação, inferno, paraíso, marcarão as culturas e os indivíduos. Revelam-nos, ao mesmo tempo, o profundo trauma e a marca, doravante capital, da morte na vida humana". (EDGAR MORIN, O MÉTODO 5- A HUMANIDADE DA HUMANIDA, p. 47).
Esse trecho expressa bem o que eu começava a falar no post anterior... Morin sempre fala bem aquilo que eu queria ter dito!
Esse trecho expressa bem o que eu começava a falar no post anterior... Morin sempre fala bem aquilo que eu queria ter dito!
4 Comentários:
Olá, Sil.
Uma vez que você vai enfrentar o gênio vivo (considero Morin um gênio vivo), e uma vez que vai enfrentar o que eu considero a obra do século XX (O Método - mas, a rigor, ela é uma obra para o século XXI), talvez fosse bom enfrentar o artigo seguinte:
Érico Andrade, Uma Crítica à Teoria da Complexidade Proposta por Edgar Morin, Dissertatio, 26, 2007, p. 167-187.
Basta ir ao oráculo (o Google, você sabe) e baixá-lo. Não me parece, confesso, grande coisa, porque eivado de impropriedades a respeito da obra de Morin (só cita o volume 3 de O Método!). Tdavia, é uma crítica, e sua monografia ficaria bem melhor enfrentando-a, certamente.
Um abraço,
Osvaldo Luiz Ribeiro
ARRANJE UMA VIDA.
Vida não se arraja, anônimo, desde que ela se originou no big bang, ela está ai... e cada ser humano desfruta uma parte dessa vida.. Eu tenho a minha parte... não há como ter mais uma... a propósito, porque me disse isso?
Sil, independentemente da superficialidade do artigo (se o lemos corretamente, é claro), em termos de pesquisa, é recomendável que você comente o artigo, nem que em nota, quando eventualmente da primeira menção, por sua parte, da teoria da complexidade de Morin. Isso pode evitar que um dos corretores da monografia, que eventualmene conheça o texto, considere que você, não.
Um abraço,
Osvaldo.
PS. arrumar uma vida!, essa é boa, como se a pesquisa fosse tudo quanto fazemos na vida, não?, e como se ela não fosse, afinal, também, parte dela...
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