domingo, 3 de janeiro de 2010

Retrato Pessoal - Parte IV

Cruel? Realista? Sou um pouco assim. Quando nada mais, Seja como for. Não aprendi a perder. Vou te propor que “A vida tão simples é boa”. E te dizer: O que quer de mim? Quais as dores que você carrega? Quer compartilhar?
Quero não ter vergonha e vaidade demasiada sobre si mesmo. E não espero um sentido para a vida. Para mim, tudo é sem sentido. “Eu sei, é tudo sem sentido. Quero alguém para compartilhar. Alguém que não use o que eu disse contra mim”.
E quero dizer tantas e tantas coisas ainda. Sobre tantos assuntos. Me sinto transbordando... E vou somente encerrar com trechos que dizem por mim:

“De tudo que é humano nada me é estranho, de tudo que acontece nada me surpreende, tudo me parece tão normal!”

“Vamos duvidar de tudo que é certo Vamos remar contra a corrente
Desafinar do coro dos contentes”

“Me mostro um ser incongruente... Também eu sou por demais complexo...
Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa”


“Quantas respostas que não me servem...”
“Fujo de mim mesma...”

“Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser”

“E o que disserem
Minha mãe sempre esteve esperando por mim”



E a música do meu momento:

SERENÍSSIMA – LEGIÃO URBANA.
“Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece.
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.
Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades.
Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou - quem sabe outro dia.
Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.
Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho mas
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.
Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo.”

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