domingo, 21 de março de 2010

Frágil...

"Acontece porém que não tinha preparo algum para dar nome às emoções, nem mesmo para entendê-las"


"Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga. Algumas paranóias, mas nada de grave. O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada. Estou todo sensível, as coisas me comovem."
 Essa é para você, em que penso, não para mim...

"Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar."
**Todas as citações, outra vez, juro que por coincidência, de Caio Fernando Abreu

 E eu? Que penso?
Talvez não era saudade, era apego.
Talvez não era amor, era convicção.
Isso me assusta. Porém, quem sabe real...

No meio disso tudo, encontrei um poeta! E fiquei encabulada de roubar qualquer trecho de seus escritos, para por aqui, sentimentais e originais, mesmo tendo se identificado muito com a sensação da pessoa no texto "clack"  (por também pensar assim em alguém) e no texto "eu tenho dias assim" (por esperar que o tempo se esvaia e nada mais esperar... etc e etc). Confiram, "a vida é fragil e temos medo":  http://avidaefragiletemosmedo.loveblog.com.br/4/

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