À exceção das comédias românticas tradicionais e redondinhas para um certo tipo 'comum' de mulher, e à exceção dos filmes norte-americanos holliwoodianos, "500 dias com ela" (ou 500 dias com Summer) é um filme a qual se pode tirar o chapéu. Assisti, achei excelente, e recomendo!Não só para mulheres mas também para homens!
Porque trata-se "não de uma história de amor, mas de uma história de ficção sobre o amor", como a própria abertura do longa-metragem adverte. Trata-se de uma ficção muito próxima da nossa realidade. E para nós, que estamos em nossas vidas, envolvidos com pessoas e sempre procurando amar e ser correspondido, eis que este filme pode ser uma boa dose de reflexão sobre o tema, aliada a boas imagens, boas gargalhadas e uma boa trilha sonora (incluindo Belle and Sebastian, The Smiths, The Clash).
O enredo não é linear, é entre-cortado pelas cenas dos diversos dias dos 16 meses de relacionamento entre Tom e Summer. O rapaz se apaixona perdidamente pela moça e nela projeta todas suas idealizações amorosas, crendo que ela é o amor de sua vida, conforme o destino lhe prometeu. Já Summer diz não querer assumir nenhum relacionamento oficialmente com ninguém, prefere o 'casual'. Assim, o filme mostra as representações que cada um tem sobre o amor, como ele acontece e o que cada um sente, à sua maneira. Momentos de alegria e diversão ao lado de momentos tristes e melancólico-trágicos.
O fim é surpreendente, e cada cena pode trazer bons comentários e interpretações.
A melhor cena, para mim, é um encontro de retorno do casal, (foto abaixo) após a separação dos mesmos e uma mudança na vida deles, na qual ambos revelam comportamentos diferentes sobre como viam a relação deles.
Summer, que não valorizava a forma de pensamento de Tom, passa a ter acreditado nele e pensa que poderia ter pensado diferente desde o começo, isto é, poderia ter se deixado amar mais. Tom, por sua vez, segue forte e firme,querendo amar outra vez, mas depois compreende que realmente, tudo pode ser 'casual' e que não há milagres, podendo nestas vidas haver muitas 'co-incidências', muitos amores...
"O que estou perdendo? Vai saber quando sentir!"
Summer, que não valorizava a forma de pensamento de Tom, passa a ter acreditado nele e pensa que poderia ter pensado diferente desde o começo, isto é, poderia ter se deixado amar mais. Tom, por sua vez, segue forte e firme,querendo amar outra vez, mas depois compreende que realmente, tudo pode ser 'casual' e que não há milagres, podendo nestas vidas haver muitas 'co-incidências', muitos amores...
Ficou evidente, para mim, mais uma vez... que o amor se constrói!!!! E que podemos ter diferentes perspectivas sobre ele!!!
"500 dias com ela", ficou em minha história e com certeza vou rever e rever e rever.... porque gosto de conversar sobre relacionamentos e o filme mostrou muito minha forma de pensar, de como os relacionamentos acontecem na prática.. Só gosto de filmes assim, que tendem para o Real... E me identifiquei plenamente com o personagem de Tom!
...Um filme tão real quanto Closer - Perto Demais, tão leve como "Sweet Disposition", música tema de The Temper Trap!!! Confiram o trailler com esta música, igualmente belissima : http://www.youtube.com/watch?v=F1XAITacPM4




3 Comentários:
Aqui vai uma dica se você gosta de filmes clássicos em B&W www.bnwmovies.com , só vai ter que garimpar as legendas, caso não tenha tanta familiaridade com o inglês falado.
Bjwxz
O blog está mais bonito do que o de antes, viu... Eu olhei o seu código pra ver onde mudar a cor dos links azuis mas não achei... Parece que não foi implementada a linha q define cor pros links dos posts, então ele está usando a cor padrão (default). O foda é q não sei qual é o comando q mudaria dentro dessa sua programação de página e onde ele deve wser5 inserido pra não conflitar com outros...
Talvez "Closer" traga tb como mensagem um pouco do que penso e digo sobre o sentido de decepção. Tenho pra mim que ela só aconteça por que projetamos no outro aquilo que queremos ou sonhamos para nós, quando deveríamos conviver com a pessoa e não com um "fantasma" de nossos ideais. Acredito, portando, que os maiores culpados por nossas decepções sejamos nós mesmos (vejamos que eu disse na maioria das vezes, pois, como sempre, não podemos generalizar). Por isso, procuro alguém ... que não seja o estereótipo pefeito do que eu quero ... mas que seja,porque não, um misto do que eu procuro com o que eu precise !
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