domingo, 3 de julho de 2011

Continuando o tema amor-sofreguidão

... Encontrei um post em um blog sobre a exposição do amor nas letras de Renato Russo. Achei tão interessante a percepção que vou por o link aqui e comentar alguns trechos.... 
O texto original e o blog é de Gilberto G.Pereira. 

Menciona que Renato, em suas canções do gênero, colocou nelas um sopro de desespero esofreguidão, típico do amor romântico. O amor seria algo que vem pra aliviar a alma, mas que sempre se envolve em uma felicidade perdida, em ilusões... 

Algumas das frases dele são intensas...  "Sou um animal sentimental", alguém questionador que pontua "Eu também sei que dizem que não existe amor errado", que interpretava o amor como uma incógnita, que não faz sentido: "Quem inventou o amor, me explica, por favor" ; "Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?". 

Fala tanto do amor de pessoas que se conhecem "Quando descobri que é sempre só você que me entende do início ao fim", como do amor entre pessoas opostas "E mesmo com tudo diferente, veio mesmo de repente uma vontade de se ver..." ; bem como da dualidade de sentimentos "Acho que te amava, agora acho que te odeio".

Enfim... Gilberto continua na sua análise do post... achei muito rico observar que o amor vai e vem, que o amor tem muito de depressão e solidão....  pelo menos para pessoas que são tão sensíveis como foi Renato Russo!! 

Acho que em outro post vou continuar a análise das letras do Renato Russo, juntar algumas frases que merecem destaque... como uma vez fiz e anotei num papel em minha juventude. 

No momento, a que marca mais é Mil Pedaços.... "Meu amor, se quiseres voltar, volta não... Porque me quebraste em Mil Pedaços..."  E o trecho de La Solitude: "La solitudine fra noi questo silenzio dentro m è l'inquietudine di vivere la vita senza te Ti prego aspettami perché Non posso stare senza te Non è possibile dividere la storia di noi due La solitudine..."





1 Comentários:

Anônimo disse...

Gostaria de dividir com você um texto que penso que pode se útil e lhe causar algum 'efeito':

http://multiplexunitas.blogspot.com/2011/03/trechos-de-schopenhauer.html

"O homem normal, em relação aos deleites de sua vida, restringe-se as coisas exteriores, à posse, à posição, à esposa e aos filhos, aos amigos, à sociedade, etc. Sobre estes se baseia a sua felicidade de vida, que desmorona quando os perde ou por eles se vê iludido."

"A felicidade pertence àqueles que bastam a si mesmos.
Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não a ama a liberdade, apenas quando se está só é que se está livre. Desta forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exata do valor de sua personalidade. Pois, na solidão, o individuo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda sua grandeza, numa palavra: cada um sente o que é (...)."




.. os texto são mesmo muito bons. Se você ler com calma é bem capaz de conseguir absorver o que pra muitos é chamado de "os benefícios da solidão".


Tenha uma boa semana. ;]

(*I´ll laugh until my head comes off!)