Uma palestra que aborda as formas
de compreensão do homem consigo mesmo, através do que nos guia desde os
primórdios. Começa citando o início da reflexão pelo mundo de aparências e pelo
mundo ideal de uma verdade estabelecida, citando Platão e o pensamento cristão,
passando pelo segundo momento que nos guia, a racionalidade, e o terceiro
momento, a quebra com Schopenhauer, Freud, Marx e Nietzsche. Em seguida,
Leandro Chevitarese vai fundo no momento pós-guerra atual, citando uma cena do
Clube da Luta e uma letra de música do Renato Russo, pra falar do mundo do
trabalho, da repetição, do consumismo, da depressão, do uso desenfreado de
psicofármacos, do sofrimento, da intenção de colecionarmos experiências, das compulsões.
“Sabemos porque fazemos o que fazemos ou na realidade criamos um
discurso pelo qual fingimos que acreditamos nisso e somos cada vez mais
dominados por uma lógica que nos reproduz?” O tempo todo justificamos o
sofrimento... qual o sentido da
existência particular ? ... pelo o que vale a pena viver.... a respostas dadas
pelo fundamentalismo... uma maneira de lidar com a dificuldade de fazer
escolhas... estranhamento.... submissão ou resignificar os horizontes, se
recolocar de modo diferenciado? .. pensar sobre quem somos e o tempo em que
vivemos... a dificuldade de lidar com absurdidade e aleatoriedade do que somos,
aonde estamos.. dizer sim pra vida ainda que ela seja trágica... buscar
explicações antes, durante e depois... por que queremos tanto que seja justo.?..
escolher a possibilidade de estar na vida de outro modo... a questão da
visibilidade como grande projeto de existência...o desafio de pensar sobre as
nossas possibilidades de vida. Enfim,
uma ótima palestra!
Assistam: http://vimeo.com/31048865
Gostei muito e concordo com as explanações do autor porque há tempos que pra mim, os sentidos são criados e recriados a todo instante e que, não me preocupo mais com essa angústia de 'finalidades'.
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