Algumas vezes na sua vida já aconteceu de você estar pensando em uma idéia, e por acaso, (ou não), encontrar alguém que exprime em ótimas palavras exatamente aquilo que você queria ter dito?
Pois é, depois de uma cena real vivenciada por mim, fiquei essa semana pensando sobre a diferença entre acreditar que se ama alguém e é amada/o e sentir verdadeiramente isso. Há uma diferença.,
E eis que encontro um post em um blog na internet, o sem sentido , (aliás, me identifiquei em muito com vários post nesse blog da Luciana, uma também estudante de psicologia), um post entitulado ' "Eu te amo" não diz tudo... e muito menos é bom dia!' em que a bloguista faz uma divagação interessante. Comenta sobre a banalização do "Eu te amo", de alguns casais que repetem freneticamente que se amam, mesmo em pouco tempo de relacionamento, de convivência, (não questionando a possibilidade de isto poder mesmo acontecer em curto espaço de tempo), mas que mais importante que as pessoas dizerem a outra que a amam, é conseguir fazer uma pessoa se sentir amada.
E então, inicialmente, achei muito interessante e original, este trecho escrito por Luciana, que faço questão de copiar aqui, ipsis litteris...
Pois é, depois de uma cena real vivenciada por mim, fiquei essa semana pensando sobre a diferença entre acreditar que se ama alguém e é amada/o e sentir verdadeiramente isso. Há uma diferença.,
E eis que encontro um post em um blog na internet, o sem sentido , (aliás, me identifiquei em muito com vários post nesse blog da Luciana, uma também estudante de psicologia), um post entitulado ' "Eu te amo" não diz tudo... e muito menos é bom dia!' em que a bloguista faz uma divagação interessante. Comenta sobre a banalização do "Eu te amo", de alguns casais que repetem freneticamente que se amam, mesmo em pouco tempo de relacionamento, de convivência, (não questionando a possibilidade de isto poder mesmo acontecer em curto espaço de tempo), mas que mais importante que as pessoas dizerem a outra que a amam, é conseguir fazer uma pessoa se sentir amada.
E então, inicialmente, achei muito interessante e original, este trecho escrito por Luciana, que faço questão de copiar aqui, ipsis litteris...
" Para mim sentir-se amada é antes de tudo sentir-se inteira, sentir-se aceita e segura para ser exatamente do jeito que se é, sem precisar ficar inventando personagens mesmo porque nenhum falso personagem se sustenta por muito tempo dentro de um relacionamento. É sentir que minha individualidade, meu silêncio e minha solidão são respeitados e que sou escutada e compreendida sem a necessidade de que o outro concorde comigo. Sentir-me amada é sentir que a pessoa tem interesse real pela minha vida, que lembra de coisas que contei há muito tempo. Sentir amada é levar uma sacudida do outro na hora certa. É saber perdoar de verdade e não ficar remoendo meus erros para depois, na primeira briga ou discussão, serem "jogados na minha cara" de forma cruel. É sentir que vivo com o outro a felicidade, mas também qualquer outro sentimento ou emoção: infelicidade, angústia, dor. É sentir que o outro realmente se importa, que realmente tenho valor para ele. Sentir-me amada é não me sentir presa, sufocada e emparedada em uma relação, mas ao contrário, me sentir livre, livre para viver meu mundo de possibilidades... E, claro, se sentir amada é conseguir fazer com que o outro também se sinta amado! Enfim, sentir-se amada ultrapassa em muito a barreira do saber que se é amada".
Foi então que, navegando um pouco mais na internet, vi que este trecho é uma adaptação de um texto chamado 'Sentir-se Amado'... De quem? Martha Medeiros, Mario Quintana, ouArnaldo Jabor?? Pois veja aqui, parece que há vários autores que escreveram o mesmo, ou quase o mesmo texto... (e fiquei com a dúvida: afinal, quem escreveu primeiro, qual o texto original, quem clonou quem?)
Não que eu ache que exista um dono das idéias, porque elas estão no mundo, na Noosfera, como diz Edgar Morin, e sempre é possível escrevermos coisas parecidas, inspiradas por outros textos que nem lembramos conscientemente, ou talvez - como sempre digo - não somos nós que possuímos as idéias, mas elas que nos possuem.. Só que para aí, né! Há uma grande diferença entre copiar integralmente um texto (plágio!), e escrever sobre algo com suas próprias palavras.. (com todos os direitos reservados!). Ou então, até adapte um texto, mas dê os devidos créditos aos inspiradores!
Não que eu ache que exista um dono das idéias, porque elas estão no mundo, na Noosfera, como diz Edgar Morin, e sempre é possível escrevermos coisas parecidas, inspiradas por outros textos que nem lembramos conscientemente, ou talvez - como sempre digo - não somos nós que possuímos as idéias, mas elas que nos possuem.. Só que para aí, né! Há uma grande diferença entre copiar integralmente um texto (plágio!), e escrever sobre algo com suas próprias palavras.. (com todos os direitos reservados!). Ou então, até adapte um texto, mas dê os devidos créditos aos inspiradores!
Mas não era esse meu tema principal, ( eu sempre disperso, mas acabo retomando o fio da meada!) ... Vou escrever o que pensei realmente esses dias...
As vezes a gente até acredita, pensa que ama alguém, de verdade. Mas no fundo, só entenderá e compreendera quando sentir, quando perceber que muitas vezes o amor e outros sentimentos (justamente, de sentir) não são racionais, estão além dos nossos pensamentos, da nossa cabeça... E acho que só depois de sentir a primeira vez isso (e acho que é assim, somente depois de sentir), estou melhor compreendendo isso... Até porque confesso, em toda minha vida, fui muito mais interessada em acreditar que estava amando alguém, do que me sentir amada, e agora me sentindo um pouco amada de verdade, pude olhar para o outro e perceber que também quero que ele se sinta amado por mim! Pude ver que existe alguém do meu lado que não só me quer bem, que me aceita como sou, me deixar ser, mas ao mesmo tempo, me incentiva a ser melhor, não só me ouve, mas procura entender porque penso de determinado jeito, que as vezes discorda de mim, mas me explica porque, que sabe dos fatos da minha vida, e do que é mais importante pra mim... Pude perceber que eu quero também conhecê-lo dessa maneira, respeitando-o e ajudando-o, deixando ele ser espontaneamente quem ele é, porque assim, sendo-o ele mesmo, me agrada tanto... E acho que estou amando sentir-se amada!
Para encerrar, compartilho do mesmo sentido de um outro texto, que creio ter tudo a ver com esse sentimento de sentir-se amado...
"Quero que me oiças sem me julgares
Quero que me dês a tua opinião sem me aconselhares
Quero que confies em mim sem exigires
Quero que me ajudes sem tentar decidir por mim
Quero que cuides de mim sem me anulares
Quero que olhes para mim sem projectares as tuas coisas em mim
Quero que me abraces sem me asfixiares
Quero que me animes sem me empurrares
Quero que me apoies sem te encarregares de mim
Quero que me protejas sem mentiras
Quero que te aproximes sem me invadires
Quero que conheças as coisas que mais te desagradam em mim
Que as aceites e que não tentes mudá-las
Quero que saibas ... que hoje podes contar comigo... Sem condições"
(Jorge Bucay) (retirado do blog evasões do pensamento )
É isso,
E sem plágios do que eu escrevi, ou deste post completo, sem os devidos créditos, por favor, rs...
_
Para encerrar, compartilho do mesmo sentido de um outro texto, que creio ter tudo a ver com esse sentimento de sentir-se amado...
"Quero que me oiças sem me julgares
Quero que me dês a tua opinião sem me aconselhares
Quero que confies em mim sem exigires
Quero que me ajudes sem tentar decidir por mim
Quero que cuides de mim sem me anulares
Quero que olhes para mim sem projectares as tuas coisas em mim
Quero que me abraces sem me asfixiares
Quero que me animes sem me empurrares
Quero que me apoies sem te encarregares de mim
Quero que me protejas sem mentiras
Quero que te aproximes sem me invadires
Quero que conheças as coisas que mais te desagradam em mim
Que as aceites e que não tentes mudá-las
Quero que saibas ... que hoje podes contar comigo... Sem condições"
(Jorge Bucay) (retirado do blog evasões do pensamento )
É isso,
E sem plágios do que eu escrevi, ou deste post completo, sem os devidos créditos, por favor, rs...
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6 Comentários:
Difícil descrever o amor pois os sentimentos emanados são superiores à nossa capacidade de escrever sobre ele não? Apesar de lindíssimas obras sobre esse sentimento, o que eu penso do amor é que ele é um processo, não é algo que se dá um "click", um interruptor que ligamos e desligamos o amor. A todo momento dizemos "Eu te amo", amanhã "eu não te amo", depois "eu te amo" de novo... realmente há uma banalização do "eu te amo" e refletindo, eu tbm banalizo! Vou valorizar mais o meu "eu te amo". Valeu pelo seu post!
Olá, Sil.
Obrigado pelo convite para ter o prazer de interagir com seu belo blog. Seu pensamento complexo, sutil e elegantemente posto no blog, me cativou. Quanto ao post sobre o amor, eu minha amada nos identificamos com a passagem:
"Sentir-me amada é não me sentir presa, sufocada e emparedada em uma relação, mas ao contrário, me sentir livre, livre para viver meu mundo de possibilidades..."
Abraço,
Antônio Sales
Olá cunhada!
Você já nao me surpreende mais...rs
Afinal nunca esperei que meu irmão se apaixonasse por uma leviana, principalmente com as questões do "amor". Amei o post!
E concordo como você mesmo diz,ipsis litteris.
Bjos
Acho difícil encontrar algo (incluindo sentimentos, idéias, qualquer abstração) que não esteja banalizado. Parece que tudo foi simplificado para ser melhor digerido e acompanhar o tempo the flash.
Você gosta de Thom Yorke e Kubrick!
Pode linkar sim. Mas, claro, se eu puder fazer o mesmo.
Inté
O texto é de autoria de Martha Medeiros.
Confiram em: http://www.autordesconhecido.blogger.com.br/2006_09_01_archive.html
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